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Foto: arquivo pessoal

Docente da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto recebe menção honrosa por projeto de gamificação no ensino de biomecânica

Reconhecimento nacional valoriza proposta inovadora que utiliza escape room para tornar conceitos complexos mais acessíveis a estudantes de Fisioterapia

A professora Anamaria Siriani de Oliveira do Departamento de Ciências da Saúde da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) USP, recebeu menção honrosa no XI Congresso Brasileiro de Educação em Fisioterapia e no XXXIV Fórum Nacional de Ensino em Fisioterapia, realizados entre 10 e 12 de setembro de 2025, em Salvador–BA. O prêmio reconheceu a relevância científica e pedagógica do trabalho Gamificação de conceitos introdutórios de biomecânica: um escape room para fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

A proposta surgiu do desejo da docente de aproximar os estudantes da biomecânica, disciplina considerada desafiadora por envolver conceitos de física e cálculos aplicados ao corpo humano. Inspirada por um escape room virtual em um curso de gamificação, Anamaria decidiu adaptar a metodologia para as aulas presenciais.

“Percebi que um escape room presencial seria mais interessante do que um online, porque permitiria maior envolvimento dos alunos. Escolhi como tema a vida e a obra de Leonardo da Vinci, que oferecem muitas possibilidades para relacionar arte, ciência e mecânica aplicada ao corpo humano”, explicou.

Segundo Anamaria, a gamificação contribui para os estudantes assimilarem melhor conceitos complexos

Desafios da proposta

O projeto foi elaborado do zero, com criação de enigmas, tarefas e níveis de dificuldade capazes de estimular o raciocínio sem desmotivar os estudantes. Cada sala do escape room apresentava desafios simultâneos, exigindo colaboração e resolução de problemas em equipe.

“O maior desafio foi desenvolver enigmas equilibrados: suficientemente complexos para gerar envolvimento, mas viáveis de serem solucionados”, afirmou a professora.

Segundo a docente, a atividade contribuiu para que os estudantes assimilassem melhor os conceitos. “Depois do escape room, os estudantes relatam que os conceitos ficam mais claros e aplicáveis. Conforme a disciplina avança, eles se recordam da experiência e conseguem transportar esse aprendizado para a compreensão dos movimentos do corpo humano”, destacou.

Transformação e engajamento

Para Anamaria, iniciativas como essa ultrapassam a transmissão do conteúdo, ajudando a criar vínculos entre professores e alunos e favorecendo o engajamento em disciplinas consideradas difíceis.

“Quando o professor investe tempo e criatividade para transformar a aula, o estudante percebe que aquilo é importante e se engaja mais. A gamificação faz com que ele estude de forma envolvente, quase sem perceber que está sendo desafiado”, concluiu.


Eduardo Nazaré
Dr. Fisiologia — Assessoria de Comunicação da FMRP-USP